Olá, Alessandra Andrade.
"- Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta." #Clarice Lispector

Sunday 20th May

Parecia que o tempo não passava nunca. Mas passou. O tempo sempre passa. Essa é a única certeza que a gente tem. Fora a morte, claro. Mas hoje não quero pensar na morte. Quero pensar é na vida. Na minha nova vida.

- Caio Fernando de Abreu  (via verborragias)

Eram duas meninas ricas, melhores amigas. Não se achavam nem nada. Seus nomes eram Renata e Helena. Mas como Helena era mais popular, Renata tinha inveja. Um dia, no ultimo andar de um predio, aqueles que não tem nada por fora, é um jardim aberto, e que se você se jogar você cai. Enfim, Renata e Helena estavam lá.. Helena viu uma flor azul bem perto da ponta do andar, então precisava que alguém a segurasse, senão ela caia. Helena disse: “Rê, me segura para eu pegar a flor azul?” “Claro Lê.” Então Renata segurou Helena… Até uma hora. Então ela pensou que se Helena falecesse ela ia ser a mais popular. E ela tem sua chance. Pensou: “é agora..” E soltou Helena..Passaram 20 anos… Renata estava casada, e tinha uma filha. Como era o dia do aniversário de Helena, mas ela havia falecido, fizeram uma homenagem a ela e convidaram Renata, mas ela não queria ir, porque ela que havia matado Helena. Seu marido encheu tanto o saco dela que ela aceitou ir, mais a filha teve de ir junto, pois não tinha com quem ficar. Chegaram lá, era no mesmo prédio, que Renata havia largado Helena. A filha foi lá com a mãe, no último andar, e o marido ficou lá em baixo, na festa. Quando as duas chegaram havia uma flor idêntica, azul. A filha insistiu em pegá-la, e a mãe concordou em segurá-la. Renata então estava a segurando, mas antes da filha pegar a flor, virou pra trás e disse: “Mamãe, dessa vez você não vai me soltar, não é?”

Que prazer mais egoísta, o de cuidar de um outro ser, mesmo se dando mais do que se tem pra receber.

- Cazuza  (via verborragias)